Oi, pessoal!
Aqui é Natali e semana que vem já será abril, 2026 voando. Por aqui, seguimos firmes, fortes e, às vezes, cansadas. Neste domingo, pra quem tá em São Paulo (SP), vai rolar a III MARCHA TRANSMASC. Quem for, marca a gente, adoramos ver nossa comunidade se posicionando. Vamos pra news de hoje?
A política antigênero é parte do projeto da ultradireita
A pesquisadora e ativista feminista bafônica the mother Sonia Correa explica como gênero, mais especificamente, a crítica ao gênero, está sendo instrumentalizado pela extrema direita e pelo conservadorismo ao redor do mundo. Na entrevista que fizemos com ela, Sonia contextualiza como a política antigênero se organiza, como atua e como está difundida em diferentes setores, inclusive dentro de movimentos que se autonomeiam feministas.
TALVEZ você não devesse investir nisso
Como o primeiro trailer da série de Harry Potter saiu, a pauta “tem que separar a obra do artista” também voltou. É que a artista em questão, galera, é JK Rowling, que está recebendo (muitos) royalties pela franquia e usando essa grana para perseguir pessoas trans e restringir seus direitos. AzMina fez uma lista com algumas autoras pra você parar de contribuir financeiramente com isso. E olha, temos livros disponíveis no nosso catarse, se você apoia AzMina recebe um em casa… só comentando.
Misoginia será crime?
Senado aprova projeto de lei que criminaliza a misoginia e a equipara ao racismo (da senadora Ana Paula Lobato do PSB-MA). Com isso, a prática se tornará um crime inafiançável e imprescritível, com penas de 2 a 5 anos de reclusão. A proposta foi agora para a Câmara dos Deputados. Caso seja aprovada lá sem mudanças, segue para sanção do presidente Lula. Mas é bom lembrar que o criminalizando e punindo geral não resolvido muita coisa, né? Então, vamos comemorar com parcimônia.
Ansiedade e pavor
Notícias de feminicídios que chegam todos os dias têm gerado crises de ansiedade, revolta e pavor nas mulheres, principalmente naquelas que já foram vítimas de violência.
Desmentindo de graça
O movimento antigênero espalha com bastante vontade mentiras sobre o feminismo. Selecionamos três para desmentir e te explicar como essas articulações funcionam. No fim, essas narrativas têm o objetivo de dividir mulheres e fortalecer o mesmo sistema que sempre nos controlou.
Convite imperdível 🏳️⚧️
Dia 28/03, às 13h, será o evento pré-marcha das transmasculinidades de SP, com exibição de um documentário das marchas e apresentação de dados da pesquisa que foi aplicada no ano passado. Basta colar na Ação Educativa (Rua Ge. Jardim, 660 - Vila Buarque) se você tiver na capital paulista.
Dia 29/03 será de fato a III MARCHA TRANSMASC, partindo às 14h do MASP (Av. Paulista).
Justiça Transfobia
A gente vem falando, mas as pessoas não estão levando a sério. O Comitê Olímpico Internacional anunciou ontem uma nova política de teste de gênero para determinar a elegibilidade de atletas olímpicas à categoria feminina. Cada atleta poderá fazer o teste que determina a presença do gene SRY apenas uma vez na vida. Tudo isso em prol de uma suposta “competição justa”. Justiça ou Transfobia?
🤱🏽Quem era você antes de ser minha mãe?
🍰Maldita era da magreza extrema.
🤧Os homens vivem uma crise na saúde mental.
👧🏽Meninas realmente amadurecem mais rápido?
💢Os homens que odeiam as mulheres.
🫂Quem cuida das mulheres que ocupam os espaços públicos?
📚Oito livros sobre ausência paterna.
👻E se mulheres agissem como homens?
🥶Quando ser fêmea é mais importante do que ser mulher [p/ rir]
🙂↕️Esse amor que você espera de homem talvez só venha das amigas.
Cinco minutos
Ei, tu é jornalista, ativista ou pesquisador(a) na área de gênero? AzMina está evoluindo a Elas no Congresso, que acompanha projetos de lei com impacto em direitos de meninas, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+. Para isso precisamos de tu. Criamos um questionário que leva só 5 minutinhos. Responde, faz esse favorzinho pra sua organização feminista favorita!
O poder ainda está com eles
Apenas 1 em cada 7 países é liderado por uma mulher: poder político global segue dominado por homens
A injustiça persiste
Dayse Barbosa, comandante da Guarda Municipal de Vitória, liderava as políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e familiar na sua cidade. E foi seu namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que a matou com cinco tiros. Dayse, segundo relatos, contribuiu para que a capital estivesse há quase dois anos sem feminicídios, também foi a primeira mulher a comandar a Guarda Municipal da região.
Misoginia 🤝 IA
Um grupo de estudantes em Fortaleza é acusado de criar fotos e vídeos íntimos de colegas com uso de Inteligência Artificial (IA). Esses conteúdos seriam criados sem o consentimento das alunas e vendidos por até R$ 150. Os alunos são de uma escola particular que suspendeu os alunos por uns quatro dias. Inacreditável. Os denunciantes pediram ao Ministério Público do Ceará (MPCE) a adoção de medidas protetivas de urgência para as vítimas, além de acompanhamento psicológico e jurídico.
Não nos escondemos
Muita gente quer saber quem financia AzMina. Bom, nossa sustentabilidade vem de uma combinação de fundações internacionais, editais e, principalmente, de uma rede de de doadores individuais que garantem a nossa autonomia. Nos apoiar é também investir em um jornalismo que não tem rabo preso e que decide, por conta própria, o que é urgente para as mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ no Brasil. Saiba mais aqui.
Dá aí um control
Galerinha, abriram as portas do RH. Funcionários das big techs com disposição pra denunciar as más práticas que rolam nos escritórios brasileiros poderão fazer isso na “CTRL+Z” uma nova plataforma de apoio. Anunciada este mês, ela atuará na defesa da identidade dos delatores e em outras ações. Cofundada pela ex-chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil, Daniela da Silva, a entidade de direitos digitais quer enfrentar o modelo de operação das plataformas no Brasil. [Não confundam nossos nomes: CTRL+F e CTRL+Z!!!]
Notícias infelizmente ruins
Estudos mostram que a endometriose, doença na qual um tecido semelhante ao revestimento do útero se instala fora do órgão, formando lesões e cistos, pode afetar órgãos em todo o corpo, não apenas aqueles envolvidos na reprodução.
DICA CULTURAL VERSÃO SÃO PAULO
Todos os rios: identidades LGBTQIA+ reúne obras de artistas que abordam vivências e temas LGBTQIA+ como resistência, memória e esperança. A mostra dialoga com contextos históricos do Brasil – da ditadura e da crise do HIV/AIDS com perspectivas de futuros possíveis. A exposição segue até agosto no Museu da Diversidade Sexual (SP).












