Caso você não tenha visto (apesar de eu andar monotemática): esse sábado acontece o Festival AzMina, um mega evento em São Paulo, para comemorar nossos 10 anos! E nos últimos meses, estive à frente da comunicação desse grande evento, junto de Aymê, nossa gerente de audiências, e com apoio de Luma Maria, estagiária. E eu posso afirmar com tranquilidade: o Festival AzMina: sonhando feminismos me fez dormir pouco. E de mais um monte de gente d’AzMina que tá no corre da produção
A gente precisou sonhar acordada pra fazer ele existir.
“Ai, Natali, mas tu reclama demais!!!”, sim, é verdade, mas se tu pensa que captar grana pra um festival é fácil, tá muito enganada. A direita mentiu quando disse que o dinheiro tava liberado pra cultura e pautas progressistas.
Colocar um evento desse tamanho no mundo leva tempo, insistência e respiro. E pra comunicação de algo desse porte, cada minuto vale ouro. Tivemos algumas (muitas) pedrinhas pelo caminho, e enquanto eu digito isso, algumas outras devem tá caindo das montanhas. A gente aprende na marra a diferenciar o que é problema de verdade do que só é ruído, o que é adaptável, o que é possível, e é melhor ficar pra lá. Tínhamos os planos A, B e C – e às vezes, um D improvisado no susto.
É o primeiro grande evento d’AzMina e todas estamos aprendendo juntas. Mas foi bonito demais quando, depois de mudanças de designer, orçamentos, contratos, identidades visuais, finalmente o primeiro post de divulgação saiu. Ver no mundo o que tava só com a gente. Ver a empolgação da equipe e convidades, de quem acreditou e sonhou nisso desde o começo.
Agora o grande dia tá chegando: 1º de novembro é sábado, vai ser às 14h lá na Biblioteca Mário de Andrade em São Paulo. E quero muito te ver por lá. Eu vou tá pra lá e pra cá, trabalhando né, fia? com um cabelo vermelho que pintei em casa e um sotaque de quem fala cantando porque sou cearense.
Mas você vá e quando me ver, me grita, diz: “tô aqui, bixinha”.
Quero que aproveitem os três painéis, então cheguem cedo que vai lotar.
Se você garantiu vaga nas oficinas, aproveita cada palavra escrita, cada colagem feita. E se não conseguiu, calma: liberaremos 5 vagas em cada uma pra quem chegar antes.
E, quem não tem vaga na oficina e tem medo de perder os painéis, VÁ MESMO ASSIM! NÃO INVENTE HISTÓRIA!
Vai ter performance artística com Mel Duarte, uma feirinha com 4 lojas babadeiras (Ubu, Grupo Editorial Record, El Cabriton e a Lojinha d’AzMina) e ainda o show do Samba das Minas pra gente sambar no final.
Quero que vocês vivam esse sonho junto comigo e toda a equipe d’AzMina, são 10 anos né? Não 10 dias. Esse sonho que deu trabalho, mas deu certo. O do festival e de fazer uma organização feminista sobreviver nesse mundo.
A gente (eu e um alô especial pra Marília, diretora d’AzMina e Mariana, analista de captação) às vezes se perde tentando fazer tudo perfeito, e esquece que o feito com qualidade e possível já é maravilhoso. Amanhã estarei em terras paulistanas…
E espero que pelo menos uma de vocês me ache no meio da correria e diga um “Oi”, pra que eu possa reclamar ao vivo pra vocês também!!!! A gente quer criar comunidade, abraços, calor – e conto com vocês pra isso.
Até sábado!!!!! 💜
Se liga na programação detalhada e totalmente gratuita
14h às 15h | Painel 1 – Resistindo à ofensiva moral sobre o aborto
com Maitê Gauto (Oxfam Brasil), Marcello Medeiros (Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde) e Simony dos Anjos (Rede de Mulheres Negras Evangélicas) mediação: Joana Suarez (AzMina)
14h às 15h30 | Oficina – Escrevivência: nossas histórias, nossos textos
com Natália Sousa (do podcast Para dar nome às coisas)
15h às 15h30 | Performance Artística e Poética com Mel Duarte (escritora, poeta e compositora)
15h30 às 16h30 | Painel 2 – Primavera feminista: das hashtags às novas formas de falar sobre gênero no Brasil
com Ana Flor (mestranda em educação), Carolline Sardá (comunicadora) e Débora Baldin (comunicadora popular)
mediação: Marília Moreira e Helena Bertho (AzMina)
16h às 17h | Oficina – Representar para resistir: colagem e design como ferramentas de luta com Giulia Santos (AzMina) e Kath Puri (Designer)
17h às 18h30 | Painel 3 – Hackeando a desigualdade: um papo sobre tecnologias feministas + lançamento QuitérIA
com Fernanda Martins (Doutora em Ciências Sociais), Iana Chan (CEO da Programaria) e Veronyka “Travahacker” Gimenes (Associação Código não binário)
mediação: Ana Carolina Araújo (AzMina)
19h às 20h | Show de encerramento com Samba das Minas🎤✨
E durante todo o evento (14h às 20h) vai tá rolando a feirinha com Lojinha AzMina, El Cabriton, Ubu Editora e Grupo Editorial Record.
Como participar
Painéis: abertos e gratuitos! Só precisa se cadastrar rapidinho na entrada (leva 1 min!). Mas fica ligada: as salas estão sujeitas à lotação, então chega cedo.
Oficina e Roda de Conversa: inscrições encerradas (5 vagas em cada oficina pra quem chegar cedo)
Feirinha, shows, performances: circulação livre, só colar e aproveitar.
Acompanha a gente em @revistaazmina pra não perder.
1 de novembro – 14h – Biblioteca Mário de Andrade – Gratuito!!!






Acontece tudo isso, e estou a quilômetros de distância. Ah que saudade desses corres e rolês da minha Sampa.